domingo, 3 de novembro de 2013

Google this

Essa foi a frase que eu escrevi no cadê altavista yahoo bing mecanismodebusca pra ver se eu tinha alguma ideia pra escrever. Pelo título do texto, percebe-se que não foi muito produtivo.
Primeiro encontrei um site chamado "let me google this for you", ou complicadamente simplesmente "lmgtfy". Não satisfeito em mandar as pessoas pesquisarem as próprias dúvidas sozinhas, o cara resolveu criar um site que gera "tutoriais personalizados". Como metalinguagem pouca é bobagem, eu decidi colocar este exemplo pra vocês...
Depois de algumas notícias que não tem muito a ver (absolutamente nada a ver pra ser mais preciso) com a pesquisa, encontrei o verbete "google (verb)" da wikipedia. Apesar de em inglês o verbo ser bastante comum, e até dicionarizado, em português "googar" parece mais com o ato de bater em alguém ou alguma coisa com o Guga. Curiosamente, o próprio Google não gosta de ver seu nome sendo utilizado como verbo na língua inglesa. O que a gente não acaba encontrando nessas googadas...
Pra fechar com chave de ouro, eu passei num ourives (e também achei esta palavra para abrir o próximo texto)...

domingo, 6 de outubro de 2013

Debatendo(-me) com as paredes

Se eu fosse escrever aqui tudo que passa pela minha cabeça, talvez eu fizesse algum tipo de sucesso. Não deve ser nada de diferente; acredito que qualquer pessoa que consiga transcrever seus pensamentos para uma folha de papel (real ou virtual) de maneira verdadeira e coerente deve obter textos interessantes. Porém, eu faço parte da maioria que não quer ou não consegue, seja por falta de habilidade, seja por falta de disposição. No fim, apresento esses arremedos pseudopessoais, com um ou outro toque de comicidade.
Qual a finalidade de tudo isso? Não sei. Eu me perdi em alguma esquina entre o pessoal e o fictício e agora fico vagando pelo cinismo. Eu me perdi no caminho da prolixidade. Eu me perdi.
O que me sobra é minha incoerência iletrada, minha tristeza descabida.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Plano Plurianual

Hoje, 30 de setembro de 2013, marca um novo tempo no blog. A partir deste mês, eu me comprometo a manter uma periodicidade mensal.
O que isso quer dizer exatamente? Quer dizer que vocês verão ao menos um texto novo todo mês. Podem ser dez textos em outubro, apenas um no dia primeiro de novembro, seguido de mais quarenta em dezembro; mas pelo menos um texto por mês.

Perguntas óbvias:
"Por quanto tempo?"
Inicialmente por 5 anos.
"5 anos?"
Sim. Parece ser um plano bastante longo, mas considere que não estou me comprometendo aqui com um artigo científico por mês; neste sentido, meu único compromisso é com uma melhora na minha redação em geral.
"Como serão estes textos?"
A princípio, nada de muito diferente do que eu já apresento nesta página. Como eu disse na resposta anterior, não quero me obrigar a escrever um artigo científico por mês, mas também não me limitarei a um parágrafo de apenas três linhas a cada 40 dias. Postagens pequenas, como o próprio parágrafo de três linhas, podem eventualmente ocorrer, mas apenas como postagens 'extras'.
"Que garantia eu tenho de que você irá cumprir sua palavra? Afinal, essa não é a primeira vez que você se propõe a algo do tipo."
De fato, eu não posso dar nenhuma outra garantia além da minha palavra. Acompanhem o desenrolar dos acontecimentos por conta e risco. A julgar pelo histórico do blog, nem qualidade eu posso assegurar...
"E depois desses 5 anos?"
 A ideia é que esses 5 anos sejam a retomada de uma prática regular de produção de textos. Apesar de estar completando 7 anos de existência no mês que vem, o blog vem amargando uma diminuição no número de textos ano após ano, além dos longos períodos sem atualização que começaram a ocorrer no início de 2011, quando o plano inicial é que fosse justamente ao contrário.

No mais, a intenção é retomar a ascendente no número de textos por ano já em 2013. Sendo assim, fiquem na expectativa de pelo menos cinco textos nos próximos 90 dias. Também me proponho a manter uma distância de no máximo 40 dias entre cada texto, para evitar, por exemplo, de publicar um texto no dia primeiro de março e o seguinte somente no dia trinta de abril, perfazendo um vácuo efetivo de quase dois meses.

"E os trocadalhos infomes? E as piadas sem graça alcançada?"
Por esses eu não me responsabilizo...

terça-feira, 23 de julho de 2013

Estatúpidas

Diretamente do Instituto Datafôdasse:


23% da relação de links foi atualizada hoje (100% são mais relevantes que este);
Aproximadamente 46% dos textos do blog foram escritos entre meia-noite e seis horas da manhã (o que significa que eu deveria dormir mais cedo);
165 comentários nas 124 postagens originais (o último de dezembro de 2010, perfazendo 19 textos "invicto")
Dois textos têm a "honra" de serem os mais comentados até hoje: "Metamorfo" e "Trabalhando" (os 7 pecados capitais);
Obviamente o texto mais visualizado é um dos mais estúpidos, senão o mais estúpido de todos (consegui até a "honra" de ser um dos primeiros resultados de pesquisa no google quando se digita "bobs fenomeno". Nada mais justo do que ser reconhecido por uma imbecilidade);
Pra terminar, a escolha da audiência: o post mais engraçado do blog.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Essa não teve graça

Já viram aquele viral dizendo que o melhor jeito de ganhar flores no dia dos namorados é morrendo? Pois é, meu pai levou a sério.
Eu nunca prezei muito por essa data, até porque não sou exatamente um Don Juan e sempre passei sem namorada, mas é irônico que agora eu tenha um motivo pra me lembrar do 12 de junho pra sempre. Quase tão irônico quanto o fato de eu ter chorado pela primeira vez a morte dele logo após escrever esta frase. Uma semana antes do aniversário dele. A sequência de ironias mais sem graça da história.

Seguindo a tradição do blog, mais um post de 12 de junho em que o tópico principal não é o dia dos namorados. Descanse em paz, pai.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

ECA 2

Primeiramente, a questão mais importante: qual a cor do cavalo branco de Napoleão?
Agora, respondendo à pergunta do porquê desse título (até porque os mais de 5 meses sem escrever no blog não tem a menor importância), o ponto é que eu estava vasculhando uns textos antigos pra ver se achava alguma inspiração para o tema da minha apresentação num concurso de oratória e me deparei com este texto, que acabou me fazendo pensar o quanto o significado dessa sigla, graças a outras mudanças na minha vida, mudou pra mim. Obviamente que eu nunca tinha ligado ECA a uma associação de eletricistas ou à Faculdade de Artes de Edimburgo, mas até pouco tempo atrás sempre que eu pensava em ECA, eu pensava na Escola de Comunicações e Artes da USP. Por quê? Porque eu sou meio retardado é a única explicação que eu tenho, já que nunca estudei lá e nem mesmo conheço São Paulo ou qualquer campus da USP.
Hoje, ainda que a referência à ECA-USP continue presente, ECA também me lembra Estatuto da Criança e do Adolescente. "Que importância tem isso?", você me pergunta. Nenhuma. Quer dizer, é claro que isto tem alguma importância, mesmo que simbólica, para mim, mas para este blog o único valor reside na motivação para escrever outra crônica sem graça. Em outras palavras: este texto ficou uma verdadeira eca.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Ele não voltou

Era 1985 e ele decidira viver a vida. Desistiu de tudo: da família, da sociedade, do contrato social. Aprendeu diversas línguas, jogou a dinheiro, até mesmo cantou numa banda de rock. Tentou trabalhar, dar aulas de inglês.
A realidade é que ele não fizera nada.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Ócio descartável

"Ócio descartável", uma expressão ridícula e que não vale um parágrafo. Porém, o que vale um parágrafo? O que vale um texto?
Na dúvida, fico com o troco.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Um dia, uma semana

In Memoriam

Infelizmente, a segunda-feira viria com um balde de água fria. Terça fui trabalhar e descobri que minha amiga, a mesma de domingo, também tivera suas desventuras naquela segunda. Quarta foi dia de ficar em casa e pensar na vida. Na vida e no tédio. Para compensar, muitas atividades na quinta, incluindo uma visita à Biblioteca Pública do Paraná.Eis que começa a sexta-feira, às nove horas da manhã. Pego o ônibus e vou lendo Animal Farm. O livro, por alguma razão, mexe comigo. Amigo secreto seguido de almoço de confraternização no trabalho resultam no meu esporte preferido: observação de interações sociais. Fiquei tão absorto com a reunião que consegui esquecer como sempre fico perdido e isolado nessas situações.
Hora de voltar pra casa e dividir o ônibus com a amiga do trabalho. Parada no shopping, retomada do caminho. Teria o dia chegado ao fim?
Não. Descendo no ponto de ônibus, enquanto pensava nas mais recentes páginas de Animal Farm, vejo duas moças nos seus 15 anos andando de bicicleta. Uma delas, minha conhecida, tinha o rosto carregado de maquiagem. Ao mesmo tempo, avisto um dos bêbados do bairro (que por sinal eu também conheço de vista) cantando para elas o famoso versinho "Eu queria ser o banquinho da bicicleta". Um aceno para cada um.
Chegando perto de casa, a cereja do bolo: descubro que deixei a chave de casa no trabalho. O meu distante trabalho. Por sorte já tem gente em casa.
E agora, um sentimento me domina. O mesmo sentimento que me atingiu em tantos outros momentos da semana. Uma angústia inexplicável. As mais diversas razões, o mesmo sentimento. A semana ainda não acabou.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Tratado elementar de semantica

Tres e quarenta da manha, voce na casa de um amigo, num computador sem acentuacao, rindo da primeira frase escrita. E, parece que e um bom momento pra retomar o blog! Pode ser que as piadas sem graca continuem sem graca, mas os assentos nao te deixarao na mao (oooops).
Antes de mais nada, me recuso a usar 'eh' e similares. Pelo menos caqui, amora. No comeco foi por uma especie de purismo idiota, ate porque minha gramatica nao e tao boa quanto eu gostaria. Mas, novamente, a primeira frase me venceu. Tres horas e quarenta minutos da manha. So percebi agora que precisaria escrever tudo pra fazer algum (duplo) sentido... perca o sentido mas nao perca a piada...
E para os odiadores (haters soa bem, odiadores soa idiota. Assim como usar girias em ingles no meio de um texto em portugues. Assim como evitar 'h's e 'aum's para gerar ambiguidade.) de reticencias de plantao... sim, eu nao parei e nao pararei de usa-las (nem vou falar dos 'parentes')! E mesmo que eu aprenda portugues (e russo, por sinal!), eu continuarei usando e abusando, com trocadilhos sexuais se possivel, das reticencias. (quer dizer, ... , quer dizer, !)
Desafio concluido! mais um texto sem menor razao de existir terminando! e (para usar mais um 'e'), finalmente, deixo aqui...