Lá estavam eles, a cadeira e o telefone, onde sempre estiveram. Mas dessa vez a parede parecia mais branca, a luz mais clara, o assento mais desconfortável. Foi qndo o cérebro parou e o corpo pensou...
"O futuro é incerto,
o fim está sempre perto."
Nada mudara. a situação era a mesma, mas algo estava diferente. De fato, o vencedor não detinha as batatas. A cabeça batia, as mãos questionavam:
"É isso? É isso??"
É tão fácil, mas é impossível dizer. Os cães ladram, mas a caravana passa. O físico nunca fora tão gelatinoso, os pensamentos nunca foram tão intrínsecos, o momento nunca fora tão banal. Não entendo, nem quero entender. Por fim, concluí:
"... e o céu sabe q eu sou um miserável... Mas eu me lembro de você... Oi, tudo bem? posso entrar no seu jogo?"
terça-feira, 28 de novembro de 2006
sábado, 18 de novembro de 2006
Alguém pode me ajudar?
Leia, leia sem medo. O medo é o senhor dos problemas. e de problemas e boas intenções o mundo está cheio (o inferno tbm, dizem por aí...). Cheio, eis como o meu saco está. Estar e conjugar, conjugar e verbalizar, ações contra o vento, contra o tempo...
Tempo, eis o q sobra, o q sempre faz falta. Faltas tenho aos montes, mas isso é problema, e de problemas o mundo está lotado. Lotado estaria o ônibus pra barreirinha, mas definitivamente só se for amanhã a noite. Noite, coisa tão vulgar e maviosa, acontecimento tão sublime e poderoso, tão oneroso e frustrante. Frustração, uma sucessão delas. Delas, sim, é claro q é delas q falo, assim como qualquer homem. Homem, eis um ser inexplicável. Inexplicável é a vida, mas a vida é um problema. Porém, de problemas o inferno está infestado. Infestado está meu ser...
Ser, não ser, será? Será? Foi? O q foi? O q aconteceu? O q está acontecendo? Aconteceu, mas não terminou. Terminou, ainda que tardiamente. Tardiamente, esporadicamente, intermitente, doente...
Tempo, eis o q sobra, o q sempre faz falta. Faltas tenho aos montes, mas isso é problema, e de problemas o mundo está lotado. Lotado estaria o ônibus pra barreirinha, mas definitivamente só se for amanhã a noite. Noite, coisa tão vulgar e maviosa, acontecimento tão sublime e poderoso, tão oneroso e frustrante. Frustração, uma sucessão delas. Delas, sim, é claro q é delas q falo, assim como qualquer homem. Homem, eis um ser inexplicável. Inexplicável é a vida, mas a vida é um problema. Porém, de problemas o inferno está infestado. Infestado está meu ser...
Ser, não ser, será? Será? Foi? O q foi? O q aconteceu? O q está acontecendo? Aconteceu, mas não terminou. Terminou, ainda que tardiamente. Tardiamente, esporadicamente, intermitente, doente...
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terça-feira, 7 de novembro de 2006
Questão de ritmo: o ritmo em questão
Trabalhar, trabalhar, viajar. Trabalhar, estudar, parar. É complicado ter idéias todo dia, mais ainda passá-las pro papel.
Em certos momentos da vida, vc é confrontado com um bombardeio de experiências, e isso pode ajudar na criação do novo. Em outras ocasiões, esse bombardeio é destrutivo, pois apenas sedimenta ideais pré-existentes, e a repetição aparece. Adquirir o hábito da escrita pode ser útil, na medida em q te faz produzir, por bem ou por mal. Por outro lado, pode levar a um rápido esgotamento de dados novos, fazendo com q vc não tenha tempo para assimilar novas informações.
"Disciplina", poderiam clamar uns. "Rotina", diriam outros. O trabalho disciplinado sempre dá frutos. A rotina é o veneno da criatividade.
Em certos momentos da vida, vc é confrontado com um bombardeio de experiências, e o caos pode prejudicar sua produção. Em outras ocasiões, esse bombardeio é construtivo, pois sedimenta e fundamenta boas idéias, dando ritmo ao seu trabalho. Adquirir o hábito da escrita pode ser ruim, na medida em q te faz produzir coisas ruins em escala industrial. Por outro lado, pode levar a uma maior agilidade mental, fazendo com q vc sempre consiga inventar o novo.
É complicado ter idéias todo dia, ainda mais passando-as pro papel. Trabalhar, estudar, parar. Trabalhar, trabalhar, viajar.
Em certos momentos da vida, vc é confrontado com um bombardeio de experiências, e isso pode ajudar na criação do novo. Em outras ocasiões, esse bombardeio é destrutivo, pois apenas sedimenta ideais pré-existentes, e a repetição aparece. Adquirir o hábito da escrita pode ser útil, na medida em q te faz produzir, por bem ou por mal. Por outro lado, pode levar a um rápido esgotamento de dados novos, fazendo com q vc não tenha tempo para assimilar novas informações.
"Disciplina", poderiam clamar uns. "Rotina", diriam outros. O trabalho disciplinado sempre dá frutos. A rotina é o veneno da criatividade.
Em certos momentos da vida, vc é confrontado com um bombardeio de experiências, e o caos pode prejudicar sua produção. Em outras ocasiões, esse bombardeio é construtivo, pois sedimenta e fundamenta boas idéias, dando ritmo ao seu trabalho. Adquirir o hábito da escrita pode ser ruim, na medida em q te faz produzir coisas ruins em escala industrial. Por outro lado, pode levar a uma maior agilidade mental, fazendo com q vc sempre consiga inventar o novo.
É complicado ter idéias todo dia, ainda mais passando-as pro papel. Trabalhar, estudar, parar. Trabalhar, trabalhar, viajar.
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quarta-feira, 1 de novembro de 2006
Às nuvens
Então ele acorda e se depara com a realidade e a falta de sonhos. Seu mundo particular se transforma em ruínas; o futuro, q outrora parecia incerto e agitado, agora não passa de um infeliz cotidiano.
A vivacidade do inesperado se choca com o colossal abismo da realização, a linguagem já não expressa nem real nem irreal, o futuro é claramente escuro. Eis q toca o réquiem da perdição: Um piano mal acabado cai em sua cabeça, e em vez de confusão o q resta são teclas em q não se pode tocar, uma imensidão azul em q só se percebe a imensidão.
Enfim, o sonho está lá, mais inatingível q nunca, mais melancólico q sempre. E a realidade, implacável déspota da cidade dos anjos, coloca o martírio em sua indevido lugar. Lá está o amanhã, cá está o presente, ali esteve o passado, todos numa só tristeza, todos num só fim.
A vivacidade do inesperado se choca com o colossal abismo da realização, a linguagem já não expressa nem real nem irreal, o futuro é claramente escuro. Eis q toca o réquiem da perdição: Um piano mal acabado cai em sua cabeça, e em vez de confusão o q resta são teclas em q não se pode tocar, uma imensidão azul em q só se percebe a imensidão.
Enfim, o sonho está lá, mais inatingível q nunca, mais melancólico q sempre. E a realidade, implacável déspota da cidade dos anjos, coloca o martírio em sua indevido lugar. Lá está o amanhã, cá está o presente, ali esteve o passado, todos numa só tristeza, todos num só fim.
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